Cago e ando para discursos prontos. Não levanto a bandeira de nada e seria ótimo que cada um se metesse exclusivamente com sua vida. Adoro escrever, mas perdi o jeito. No meio de lembranças e da procura por saber quem eu sou agora, eu tento achar um caminho que volte a ter formas, cores e imagens. Para tentar recomeçar, vamos procurar dar o início… Minha vida parece uma história pós-moderna, onde o começo nem sempre começa pelo começo. As histórias começam pela metade, e o fim a gente não entende. Não é à toa que nunca gostei da pós-modernidade… Sou romântica… e simples. Sempre gostei de usar lápis… Mas eu não sei mais passar borracha. Acho que ando reaprendendo a viver. AS VEZES EU SINTO QUE TÔ NO MUNDO E PERDI A VIAGEM. Sou enjoada. Sou implicante. Sou aparentemente antipática. Nunca mal educada. Quando não gosto de alguém eu não gosto mesmo. E não faço questão. Não falo o que quero. Contudo, daquele ditado “quem fala o que quer ouve o que não quer”, sou aquela parte que faz ouvir o que não quer. E quem fica com fama de grossa sou eu. Eu sou amiga. Sou divertida. Sou engraçada. Ninguém fica perto de mim sem rir, mesmo nos momentos ruins. Sei rir de mim. Nunca rir das pessoas. Bom, não assim na cara delas. Sou amorosa. Sou tranqüila. Sou simpática naturalmente. Não sou convencida, mas também não tenho falsa modéstia. Nunca fiz amizade por interesse. Quem quiser que goste de mim. É fácil lidar comigo. Não é fácil conviver comigo. Não tenho medo de briga, mesmo desarmada e desprevenida, porque sei que tenho muita força. Não venço todas, mas estou sempre pronta para LEVANTAR DE NOVO. É fácil pisar em mim. É fácil me magoar. É fácil me entristecer. Difícil é me fazer desistir. Não por ser otimista, lutadora ou algo parecido. Eu sou é carne-de-pescoço. Odeio muitas coisas. Odeio gente idiota. Odeio coitadinhos. Odeio mesmice. Odeio valorizar quem nem lembra de mim. Odeio esperar. Odeio acreditar no que não existe. Odeio rótulos. Odeio quem não sabe brincar. Odeio estudar. Odeio hip hop. Mas o que eu odeio mesmo-mesmo é de gente que se mete. Sei fazer as pessoas se sentirem amadas. Sei fazer as pessoas felizes. Não sei fazer pessoas se sentirem odiadas. Sei fazê-las se sentirem insignificantes. No fundo a gente sabe fazer com os outros o que eles sabem fazer com a gente. De todas as coisas que precisei desacreditar para me proteger, o que mais me desapontou foi ter que desacreditar na verdade. De como fui castigada por dizê-la, e de como já usaram minhas verdades contra mim. Quando somos verdadeiros nos expomos, e ficamos vulneráveis àquelas pessoas que roubam tudo que nos é precioso, porque sabem onde guardamos a chave da porta da frente.
